terça-feira, agosto 08, 2006

Homenagem a Bento XVI

Andy Warhol aprendeu com estes senhores

segunda-feira, julho 24, 2006

O pedido de Takis

Abeirado ao leito de morte de seu pai, Dyonisus Takis prometeu cumprir o seu desejo e tomar conta da camisaria da família. Takis tornou-se então mestre camiseiro e ao fim de pouco tempo a sua camisaria tinha a maior gama de modelos em todo Chipre: Takis tinha camisas de dormir ou de noite, polos ou t-shirts, camisas lisas ou estampadas, de folhos ou de renda, de seda ou de chita, de quadrados ou de listas, curtas ou de mangas. Takis tinha uma colecção fabulosa e de qualidade inquestionável. No entanto, via que o seu negócio não prosperava ao contrário do do seu primo Partolas, cuja loja se slips com letras no elástico tinha filas que chegavam à praça.

E Dyonisus ao ver as dívidas a amontoarem-se, em todas as suas orações pedia a Deus que o ajudasse no seu negócio. E um dia uma voz disse-lhe: 'Vai para casa e borda um crocodilo verde em todas as tuas peças. Vais ver como o teu negócio vai prosperar'. E Dyonisus foi para a sua camisaria e com a ajuda de umas empregadas começou a fazer pequenos crocodilos verdes e a bordá-los na lapela das suas criações. E em pouco meses, as filas para a sua loja eram tão grandes que Takis abriu uma e outra loja e em pouco tempo começou a exportar as suas peças para outras cidades do Chipre e para o estrangeiro e ficou famoso e rico.

E um dia quando Dyonisus se preparava para morder uma sandes de queijo feta no seu escritório, no andar de cima da sua primeira loja, chegou um senhor de fato acompanhado de dois polícias, que lhe disse ser da judiciária e que o prendia por falsificação da marca 'Lacoste'. E Dyonisus foi julgado e preso e tiraram-lhe a casa e as lojas e a sua mulher deixou-o e levou-lhe os filhos e casou-se com o seu primo Partolas. E Dyonisus, desesperado, na pequena e fria cela da prisão pergunta: 'Meu Deus, porque me fizeste isto?' E Deus respondeu: 'Não fui eu. Foi o Buda que aproveitou para gozar contigo enquanto eu tinha ir dar uma mijinha. Quem é que te manda ser parvo?'.

terça-feira, maio 23, 2006

A verdadeira história de El Rei D. Sebastião

‘Fugiu de Alcácer Quibir
El Rei D. Sebastião’
Os trovadores do Quarteto 1111

Estrada de Alcoutim. 7.13 da manhã. Fevereiro de 1579.

(Ouvem-se passos de cavalo)
Agente da Guarda Nacional Monárquica – Quem vem lá? Raio do Nevoeiro. Identifique-se, se fáxavôr.
D. Sebastião – El Rei, meu bom homem. Aqui El Rei.
GNM – El Rei? Mostre-se à ótoridade, fáxavor.
D. Sebastião – Estou a chegar, meu bom vigilante. Venho por bem.
GNM – Ora encoste-se aqui á beira da estrada fáxavor, para não incomodar o trânsito.
A sua identificação e os documentos do equídeo, fáxavor.
D. Sebastião – Sou El-Rei D. Sebastião. Mereço a Vossa vassalagem. E este cavalo não tem documentos, pois trouxe-o de Alcácer-Quibir.
GNM – D. Sebastião? Vassalagem? E o equídeo não tem documentos é isso?
D. Sebastião – É isso, meu bom homem.
GNM – Ora com que então sem documentos e a fazer-se passar pela falecida Majestade, ãh? Está a gozar com a ótoridade ou quê? Desça já do equídeo fáxavor.
D. Sebastião – N-não estou a gozar consigo. Estou-lhe a dizer: Sou Sua Majestade El-Rei D. Sebastião. Fugi do cárcere dos infiéis e roubei este cavalo para poder fugir para Portugal e regressar ao trono.
GNM – E ainda admite o furto do equídeo (puxa a espada). Desça com as mãos onde a veja se e não resista à ótoridade se fáxavor.
D. Sebastião – (descendo do cavalo). Estou-lhe a dizer que sou o Rei de Portugal, fugi do infiel!
GNM – El Rei, está bem está. Deve pensar que a ótoridade é parva. As mãos contra o equídeo fáxafavor para eu o revistar.
D. Sebastião – Ouça o que lhe digo: Sou D. Sebastião, Rei de Portugal, neto de El-Rei D. João III e estive a lutar contra o infiel. Se me deixar ir recompenso-o com o título de Conde e concedo-lhe um feudo onde desejar.
GNM – (Enquanto revista D. Sebastião) A subornar a ótoridade? Oh-oh-oh! Eu sou um homem honrado. A mim ninguém me compr… Qué isto? Quéque vomeçê trás aqui?
D. Sebastião – É para me tratar… Sofri bastantes injúrias no cárcere. Um aldeão mouro ofereceu-me essa barra para fazer um chá que me ajuda com as dores.
GNM – Com que estão um cházinho, ãh? Para as dores? Uma barra inteira destas? O meu amigo agora é que não se safa: Ora, faz-se passar pelo nosso mui querido e defunto soberano e só isso era suficiente para o levar à forca. Para além disso, entrou clandestinamente no país, não traz identificação pessoal, faz-se deslocar num equídeo roubado, tentou corromper um agente da ótoridade e ainda por cima transporta uma grande quantidade de substâncias estupefacientes. Não sei se está a ver bem, mas o meu amigo está bem tramado.
D. Sebastião – Mas sou O Desejado! Ordeno que me obedeça senão vai sofrer graves consequências!
GNM – Qual desejado… Você vai ser é O Enforcado! Mãos atrás das costas e vamos a manter o bico caladinho. Devia era ter pensado no que se estava a meter antes de transgredir. Só vai ter o que merece. Tenho cá uma raiva a esta bandidagem. Vá lá, à minha frente, andor…

sexta-feira, maio 19, 2006

O Emplastro, o emplastro do Emplastro e a filha dele


Em Setúbal, a maltinha não discrimina quem tem placa de quem não tem.

E como também não descrimina alcorrazes de bedião, nem machos de fémeas, cá vai também a fotografia da gaiata do Senhor das Beijocas. É do Vise, é do Vise!! Malemprregada miga, fosses tu mnha filha tavas masé da báxa-marré a vendê esquilha...


terça-feira, maio 16, 2006

Homenagem d'A Faneca e o Choco

Tributo ao nóvel comentador, Fixemóbil.

Ápá Mést Fixemób, tês os mássms àapontá pá lua, pá sóce...

quinta-feira, maio 11, 2006

Vtóóóóóórria!

A festa da Taça é… uma festa. E a maltinha de Setúbal, empolgada pela segunda presença consecutiva deu largas a toda o seu espírito marketiniano, demonstrando que os pregões dos peixeiros (‘Olhá esquilha tã fininha cate póden enfiarr no brraquinhe da pchóta!’, ‘Comprra-me charrócs, e ê dou-te um linguáde’) não eram fruto de um dia de inspiração.

Atente-se à invenção de algum iluminado que provavelmente é da Terroa e até teve o cabedal de meter lá isso no site do Vitória.

Comunicado da Direcção
Paixão e Emoção à venda na Loja

Apaixone-se, Emocione-se - Compre a sua

Vimos por este meio informar que já se encontram à venda a Emoção e a Paixão na loja do Vitória.

Pretendemos também, dar a conhecer desde já a constituição de cada um destes packs:
Emoção:
- Lenço para a cabeça
- Tubos insufláveis
- Pinturas para a cara
- T´shirt do Jamor
- Megafone

- Transporte para o Jamor

Paixão:
- Vinho de mesa (3 litros)
- 2 Copos verdes
- Manta de piquenique
- Preservativo Bonfim
- T´shirt do Jamor
- Transporte para o Jamor

O preço da paixão e da emoção é de 25 €.

Bons filhos da cidade, um nascido a mijar prá alota, o outro a ouvir passar comboios na Azeda, a Faneca e o Choco, não se sentem menos do que nenhum outro vase da merda das Fontainhas ou pior, do Montalvão. Por isso apresentamos aqui o terceiro pack sócio-Jamor:

Pack Vase da Merrda:
- 1 caixa de sardinhas
- 1 golfinho de loiça da feira
- Garrafão de vinho SIVIPA
- 1 Fotografia do garnde artista setubalense Clemente com a mão no queixo
- 1 pelo do bigode do antigo presidente Chumbita Nunes
- A avó do Faneca (limitado ao stock existente)

O preço do vase da merrda é um copo de três e uma bifana.

Ps. Órrelhas (nr. Presidente do Benfica), robasnes lá a ideia e vameste ós corrnes. Váse.

quinta-feira, maio 04, 2006

Regresso Ao Passado

Caro Faneca e outra gente que saiba ler e que não venha a esta página pelas fotos...
Eu, Choco me confesso!
Hoje encontrei o Amilcar, sem traje académico, mas com as mesmas bogas de culpado de sempre.E digo bogas de culpado, porque este gajo deve enrolar a culpa e fumá-la (sim, sim...também pode ser um chá no bar do pocachinho), mesmo que não tenha feito nada de mal.O Amilcar é assim.
Mas se para os nossos leitores isso não chega....o gajo chama-se Amilcar!!!!
Amilcar, O Culpado, começa o seu reinado de crimes não perpetrados no principio dos anos 90 para o lado da Estrada das Machadas, como mais um discipulo de Esmeraldo, O Crente, rei das tribos corruptas de sábios, de origem conhecida, mas duvidosa.Cedo se deixou envolver pelas doutrinas universitárias praticadas naquelas paragens, sendo visto entre 9 a 11 dias por semana com um vestuário semelhante ao dos cangalheiros do séc.XIX, fora a cartola.
Podia continuar a história, mas por duas razões passo a bola ao Faneca:
1 - o Faneca conhece-o melhor;
2 - Eu não fiz as peregrinações necessárias a esse reino, não estou documentado;
3 - Se alguém leu esta linha, é mulher, demasiado curiosa, ou então é curioso que nem uma mulher, logo é paneleiro.

sexta-feira, abril 21, 2006

Flash-Interview

Repórter Faneca - Antes de terminarmos, por agora, a nossa intervenção, temos finalmente aqui connosco para um flash-interview a famosa personagem do cancioneiro nacional, D. Chica, do ‘atirei o pau ao gato’. D. Chica, muito boa tarde. D. Chica, pode-nos contar um pouco melhor o que aconteceu e que deu origem a esta canção.
D. Chica – Não sei! Alguém atirou um pau ao gato, não sei porquê…
Repórter Faneca – E o que aconteceu ao gato?
D. Chica – Ao gato não lhe aconteceu nada, o gato não morreu!
Repórter Faneca – Mas a D. Chica parecia bastante afectada.
D. Chica - Ai, eu assustei-me muito.
Repórter Faneca – Mas assustou-se porquê?
D. Chica – Com o berro. Com o berro gato deu. Miaaaaaau!
Repórter Faneca – Muito obrigado D. Chica, pelo seu esclarecimento. Tentaremos regressar mais tarde com a Carolina, que parece que tem uma saia com um lagarto pintado. Passo aos estúdios.

sexta-feira, abril 14, 2006

Os 11 Mandamentos da Faneca e o Choco

Chamou, pois, a Faneca e o Choco a todo a blogosfera, e disse-lhes: Ouve, ó Blogosfera, os estatutos e preceitos que hoje vos falo aos olhos, para que os aprendais e cuideis em os cumprir. Se aquele rapaz, o Moisés, tinha 10, vós que embora mais novos não sois menos do que ele, tereis 11. E se não os conseguis escrever todos naquelas pedras pesadonas e chatas, podeis anotar o ultimo num pedacinho de papel.

1.º - Amarás a Faneca e o Choco. E amarás também o Eládio Clímaco aos sábados à tarde. Vá lá.
2.º - Não curtirás outro blog senão a Faneca e o Choco, a não ser que tenham gajas nuas.
3.º - Não pronunciarás o nome da Faneca e do Choco se fores sopinha de massa.
4.º - Guarda o dia de Domingo para lavares os pés, pois é quando mais surge pé-de-atleta.
5.º - Honra a Faneca e o Choco: Vota na D. Custódia Claudine.
6.º - Não matarás ciganos, porque têm uma família muito grande.
7.º - Não adulterarás se não meteres os cornos. Se meteres, será, de facto, adultério.
8.º - Não roubarás se estiveres de muletas.
9.º - Não dirás falso testemunho contra o teu próximo se ele for maior do que tu ou se souber onde moras. Seria estúpido.
10.º - Não cobiçarás a mulher do teu próximo; não desejarás a casa do teu próximo, nem coisa alguma do teu próximo. Nem sequer a sua irmã, se for muito boa. Se ele estiver um pouco mais longe, já podes cobiçar.
11.º - Não terás este aspecto:




Abençoados sejais.

quinta-feira, abril 13, 2006

Perguntas, Gatas e Blogs Esmifrados

Caro Faneca,

Como sabes, sou uma pessoa bastante observadora. Observo com muita atenção coisas que à maior parte dos mortais passam ao lado. Mas também gosto de observar rabos.
Também gosto do novo jipe da Porsche, que não tem rabo.
Mas o que me trás aqui hoje é isto: porque é que as gajas de cu grande conseguem aquecer cadeiras almofadadas em 2 minutos?
Porque é que uma gaja trinca-espinhas com aparelho nos dentes consegue comer mais que eu no Chimarrão???
Porque é que uma pita do Joshua é tão refundida?
Porque é que um pocachinho é pocachinho?(porque senão não era pocachinho, rétorica,pois!)
Estou assim porque fui a uma grande superficie e vi a Catwoman sem fato.
Um mundo perfeito teria três gajas: A Catwoman, a Professora de Aeróbica e...a Gata das Botas!

A Gata das Botas!

A Gata das Botas!

Ai!

Senti-me tentado a incluir a Mijona, mas depois teria de vir a Atropelada, e não me parece justo inclui-la no mesmo nível das três senhoras do nosso "wet dream" comum.
Uma palavra para ti, caro faneca...brrrrrrrrrrrrrr!!!!!!!!

sexta-feira, março 31, 2006

O fascinante mundo do gargarejo

Para aqueles que me conhecem, sabem que por motivos profissionais tenho que lidar bastante com profissionais da nobre arte de restauro de arte sacra, tanto em Portugal como no Algarve (desculpem - private joke do ramo…).

À medida que o contacto e o convívio com estas pessoas se foi aprofundando, apercebi-me que existem três características comuns a todas elas: todas têm as cabeças dos dedos feitas num nojo; todas têm um nome invariavelmente começado por ‘Al-‘; e todas desenvolveram, ao longo dos anos e de forma espontânea ou organizada em pequenos grupos, uma técnica inovadora e absolutamente revolucionária de fazer gargarejos.

Enquanto o gargarejo normal é efectuado esticando o pescoço de forma a obter a maior verticalidade possível na hidratação da laringe, o gargarejo em restauradores de arte sacra é efectuado esticando o pescoço de forma a obter a maior verticalidade possível na hidratação da laringe, mas em cima de andaimes, escadotes ou banquinhos de casa de banho. A adição do conceito de equilíbrio à técnica tradicional é um elemento inovador que estende a dimensão revigorante do gargarejo a uma nova dimensão artística, equiparado já em alguns círculos à natação sincronizada com a diferença que a água está dentro de nós e não nós dentro da água.

É um espectáculo deslumbrante e comovente ver uma equipa de restauradores do Royal Institute for the Study and Conservation of Belgium’s Artistic Heritage, alinhados no alto de uma prancha de madeira, de cabeça elegantemente erguida e pescoço hirto com os tendões a latejar, efectuando um supremo gargarejo na fachada de um edifício do Séc. XVI, enquanto, majestosos e altivos, limpam a parede com jactos de areia.

A verdade é que a inovação artística à volta do gargarejo parece não cessar e aparentemente, em muitos movimentos de restauradores internacionais criaram-se já variantes vocais e cénicas: Muitos restauradores já conversam entre si em gargarejo, gargarejam deitados ou gargarejam com o dedo polegar enfiado no nariz até à falange.

Toda a enorme excitação internacional e vício crescente, no meio, para esta modalidade está bem patente num verso que o meu amigo Alcindo Praxedes, especialista em gargarejo com água-pé e considerado por muitos como o guru da técnica do gargarejo-restaurador em Portugal, costuma dizer de forma muito entusiasmada e com aquele sentido de humor que caracteriza os restauradores de arte sacra:

‘Quando um dia eu morrer,
Quero que seja meu último desejo
Morrer em infinito prazer
A fazer um gargarejo’

terça-feira, março 21, 2006

Claudine, amigue, o povo tá contigue!

Considero fazer parte de uma geração que se desiludiu com o poder político. E sem mais, mostrámos o rabinho cheio de pêlos e porcalhotas à porta de São Bento. Foi o sinal inequívoco de que perdemos o respeito e a esperança. Não somos, tão pouco, da geração que diz ‘o que eles querem é poleiro’. Essa é a dos nossos pais. Somos sim da que diz ‘Porra, quanto é que o Eládio Clímaco gasta em laca? ‘. Ou seja, não nos tornámos apolíticos e desinteressados. Fizemos pior: Desenvolvemos a nossa consciência política nas análises da Nova Gente.

Por isso, vive o povo numa amotinação oca, facilmente consolada por um jogo de dominó ou uma novela da TVI e que activamente cultiva uma indiferença ao concreto que pereniza a consternação, traduzido num ‘filha-da-puta’ para o ministro da televisão, imediatamente seguido de um ‘Ó Chaves, atão o cheirinho pá bica, ondéquetá?’

O país faz o político, não é o político que faz o país. Portugal só pode confiar num político que cheire a refogado. Seja honesto ou não, é dos nossos. E nas próximas eleições mudo-me para Beja e vou votar na D. Custódia Claudine. Só não lhe dê uma travadinha até às próximas eleições...



A D. Custódia Claudine, que aparece nos tempos de antena das campanhas eleitorais do POUS, é a solução para recuperar a fé na classe política: Alguém duvida da sua ambição em operar uma campanha para introdução da bata de flores como traje único nacional? Alguém questiona o seu empenho na elevação da canjinha de galinha a fármaco? Alguém põe em causa que procurará desencadear uma luta obstinada para levar o crochet a modalidade olímpica? Ou que ainda faça contas pelos dedos em 'réis'? A D. Custódia representa o Portugal verdadeiro, um Portugal obviamente romântico, ambicioso e acima de tudo, excepcionalmente optimista. A D. Custódia no Parlamento, não só significa possuirmos um recordatório vivo do que é a essência do povo português, como ainda pode dar uma mãozinha na limpeza do hemiciclo.

D. Custódia Claudine, vou fazer-lhe uma faixa e meter na varanda da minha casa, para ver o meu apoio. Se calhar é melhor fazer uma do tamanho do prédio, não vão os seus óculos escorregar...

quinta-feira, março 16, 2006

O Sócio

Eu cá não sou esquisito e faço homenagens a qualquer criatura que por aqui passe...

quarta-feira, março 15, 2006

Homenagem d'A Faneca e o Choco

Abram alas a um novo comentador!

Mermaid for 2 days, na sua entrada para a matinée de Carnaval d'Os Ídolos da Praça, Fevereiro 2006.

segunda-feira, março 13, 2006

Palhaçólândia!!

Primeiro que tudo, o titulo do post é para dizer aos gritos, como se fosses o Batatinha ou o KLaus Meine quando era um jovem.
Uma pergunta:
- Como é que chamas a um gajo angolano que vive num bairro só de pessoas brancas, e que se chama José (um nome biblico, por sinal)??
Pensaste em Jacob, ou no seu diminutivo, Co??
E a um gajo que se chama José (cheguei a dizer que é um nome biblico?) e que nunca toma banho.
E a um cigano chamado Mário?(obrigado pela dica)
Não se trata de um bairro tramado, mas sim de um qualquer bairro neste paraiso de país que se quer tranformar numa potência mundial.
Um Zé Preto, um Zé Porco ou um Marinho Cigano, são nomes incontornáveis da cultura portuguesa, embora um Chico Gordo ou um Canina também se aceitem como membros icónicos da cultura de bairro portuguesa.
Agora, alguém me explica comé co Boss Ac conseguiu tomar banho com a Merche?E qual é a posição da familia Aveiro sobre isso?
Quem responder de forma convincente ganha esta foto do Ronnie James Dio!

A Faneca e o Choco, sinónimo de generosidade e bom gosto!Volte Sempre.Prove o nosso Bacalhau à Gomes de Sá e a nossa Alheira de Coentrada.
E se a doutora Daniela Mann curte o arroz, venha mais vezes que a gente faz!E pomos delicias do mar e lavagante para dar mais cor e se calhar um bocadinho de caril para dar gosto....
E lembre-se, se não tiver batida, não presta!!
E gengibre, pomos gengibre!!

Homenagem d' A Faneca e o Choco

Distinta comentadora, Dra. Daniela Mann, obrigado pela preferência.


sexta-feira, março 10, 2006

Um dia na vida do Remos

Paragem do 6, a caminho do Bairro do Peixe Frito. Oportunidade de engate.

Primeira tentativa. Mal correspondida. Segunda tentativa. O fracasso consolidado.
E, de orgulho ferido, com o rancor a latejar-lhe a voz:

Remos: Ápá miga, ádesme dzêrr óndéq tu drrómes.
Engate do Remos: Atão paquê?
Remos: Pa í cagarr à tua pórrta.

quarta-feira, março 08, 2006

Cada Domingo é dia de Twiki



As recentes submersões televisivas do meu caro Choco tiveram o efeito de me deixar momentaneamente soterrado em nostalgia. Daquela cinzenta e peganhenta que nos deixa a remoer e a maldizer da nossa sorte de crescermos. Ou do mítico Glen A. Larson por ter tido a desastrosa ideia de deixar de produzir o Buck Rogers no Séc.XXV. Isto sim é futuro a sério, qual Espaço 1999, qual carapuça. Um gajo que quer fazer um filme no futuro faz logo sobre o Séc 80.000, praí, para ter a certeza que não vai estar vivo nessa altura senão passa a vergonha de toda a gente ver que o futuro que imaginou era uma grande aldrabice! Ora o gajo do Espaço 1999 achava que desde os anos 70, tanta coisa ia mudar? É certo que, entretanto, até o José Cid já pousou nu, mas então ainda andam gajos de afro na rua! E o Eládio Clímaco continua paneleiro!

Mas lembremos então Buck Rogers: Um astronauta canastrão com ar de pai do Starbuck da original Galáctica (a que tinha as naves penduradas por fios de nylon), que é também o Face Man dos Soldados da Fortuna (recuso-me a dizer o título em brasileiro), fica congelado no espaço e é recolhido uns 500 anos depois pelos bons, mas com uma vontade tremenda de fazer uma mijinha antes de se meter no meio da luta contra os maus e dar cabo deles todos. ‘Sozinho?’ perguntam os inberberes ou os Alzheimados. ‘Não sei, porque a cena da mijinha não se vê’, respondo eu. ‘Mas um herói solitário nas séries dos anos 70 e 80 nunca tinha piada, a não ser o Caine do Kung Fu e o Cão Vagabundo’, junto. Assim o bravo Buck Rogers, com uma energia inesgotável produzida a partir de sandes de coirato e copos de três, junta-se à pequena fanfarra de gente que faz parte de um esquadrão de naves de cartolina, leds e botões quadrados – Entre eles a Coronel Wilma (a gaja da série - naturalmente loura, naturalmente melodramática e naturalmente a mandar os seus longos cabelos para trás das costas com um flic de pescoço cada vez que se mexe), o Dr. Theo (um holofote que acende e apaga e que é, sem surpresas, a personagem mais inteligente da série) e a razão da minha angústia, do meu desassossego, da minha melancolia, da minha saudade – o Twiki.

O Twiki era um robot pequenino amarelo com cara de miúdo que dizia ‘bidi-bidi-bidi’ entre cada bocadinho e era o melhor amigo do Buck Rogers, mesmo sendo muito melhor actor e muito mais dinâmico apesar de se mexer como se mexe um anão preso num fato de lata com dobradiças. O Twiki era o herói na sombra, o mais divertido, inesperado e também ansiado por toda a gente. Por vezes irritava um pouco pelas suas trapalhadas repetitivas e às vezes até dizíamos numa voz um pouco mais arisca ‘ Porra Twiki!’. Mas rapidamente nos arrependíamos e nos voltávamos a deixar encantar por este boneco de lata, pois os momentos de boa disposição e humor burlesco eram quase impagáveis.

Mas inesperadamente, o Twiki foi-se. E com o fim do Twiki ao fim da tarde de cada domingo, acabaram-se aqueles doces momentos de prazer que nascem do carinho que nos merece a simpatia de quem nos foi conquistando aos pouco. Senti-me só. Descompensado, incompleto. E apenas há uns anos voltei a descobrir esse pedaço do meu ‘eu’ emocional que me roubaram numa sombria tarde de Domingo: Tem um vocabulário mais limitado que o ‘Bidi-bidi’ do Twiki, mas tem o mesmo ar de menino, os mesmos movimentos trôpegos, a mesma griffe atijelada, a mesma tendência para o burlesco. E quando o vejo, cada fim-de-semana, há algo em mim que se consola e se renasce. Nunca haverá outro Twiki, é certo, mas já não estaremos mal enquanto existir um Nuno Gomes…


quinta-feira, fevereiro 16, 2006

16 de Fevereiro na Margem Sul




O 16 de Fevereiro aqui na terra não tem a importância que devia! Ou como diria um certo instrutor de musculação, iste na é pa tmá banhe, é pa tomá duch! A conversa não faz sentido, mas um dia tão banal e quadrado como este tem de ser premiado com uma certa cor. E foi por isso que o sitio onde almoço todos os dias me brindou com um prato de arroz de marisco.
Ainda há esperança para Portugal, porque ainda há arroz de marisco.

Se já conseguimos ter rappers no banho com a Merche Romero, porque não nos conseguimos elevar a um escalão de sabedoria semelhante ao dos alemães?

A resposta é simples.Nós não temos o Alerta Cobra.

Temos os Santa Maria, mas isso não chega porque eles têm a Oktoberfest, com montes de bigodes farfalhudos, e Helgas de tranças que te dão canecas de cerveja.
Está bem, é impossivel falar aquela lingua sem regarmos de gafanhotos o nosso parceiro, mas a um gajo ou gaja loira tudo é perdoado.
E agora outra rimazinha improvisada a pedido de várias familias.

Eu chamo-me Klaus
Tu chamas-te Maria
Eu sem o Alerta Cobra
Sou uma ninharia

Caguei para os Morangos
Caguei para a Soraia
Deem-me Frankfurt
E a Abelha Maia

Portugueses somos dez
Alemães somos mil
Queremos um novo hino
Cantado pelos Alphaville

Eu chamo-me Heinz
Tu chamas-te Helga
Se não comeres a salsicha
Esmago-te como a uma melga

Foi mais um poema merdoso, mas de improviso.
Depois destas deambulações teutónicas, fiquei cansado.
Vou ouvir Scorpions, a voz do Klaus Meine acalma-me...

domingo, fevereiro 12, 2006

Um dia na vida da Brigada Victor Jara

- Epá, há que tempos que nao como uma sandinista...
- Da Nicarágua?
- Tanto dá, até podia ser do Café do Chaves! Assim, cheia de queijo e duas fatias de fiambre...

sexta-feira, fevereiro 10, 2006

Rock Progressivo

A Força está do meu lado. A razão também. Se este post não é um tiro no meu porta-aviões, então não sei o que falta.
Queres que diga que sou panilas?
Chamo a atenção para os executantes nas teclas e para o bacalhau do Almirante Solo.

Para banda de suporte proponho ou a menina da bilha de gás da Galp ou a Soraia dos Morangos.
Mais informo que o som praticado por esta banda não tem batida, por isso não presta.
Vou-me atirar vestido para uma piscina com luzes a ver se me calo.

quinta-feira, fevereiro 09, 2006

Sua excelencia, o Presidente do Sport Lisboa e Benfica

terça-feira, fevereiro 07, 2006

My New Favourite Band!


Palavras para quê?É um artista português!
Darko Phallu de nome.
Peço-vos por favor, ouçam as faixas em :

http://profile.myspace.com/index.cfm?fuseaction=user.viewprofile&friendid=32152656

Rendam-se ao poder do Black Metal SatãnicóPimba!!!

sábado, fevereiro 04, 2006

KÃO RYAO


Com a contribuição inestimável do Blog Zwei Bufen Ins Bufarden (embora não saibam), aqui promovo a minha nova descoberta musical.Trata-se de Kão Ryao, neste momento já uma certeza do panorama musical português.
É verdade, descobri lá esta cena e não resisti, embora ainda me doa a barriga de tanto rir com esta porra.
Aqui vai a discografia do artista.
-1979- Morder a Melodia
-1982- Dentada no Fado
-1984- Aquela Cadela Virada Para o Mar
-1987- Os Dalmatas São Paneleiros
-1990- Castrado Pela Música
-1992- Ao Vivo no Canil de Loures
-1995- Single de apoio ao Benfica - Nós, os Cães!

Depois de um grande hiato, e ao que sabemos, o artista está a preparar um novo trabalho em conjunto com alguns rappers portugueses, com o titulo provisório "Deixa-me Cheirar o Teu Cu(Minha Dama)".
Aqui na Faneca e o Choco, aguardamos com muita expectativa a saída deste novo trabalho...

sexta-feira, fevereiro 03, 2006

Homenagem d'A Faneca e o Choco

Seguindo uma louvável tradiçao deste prestigiado blog, prestamos a nossa homenagem fotográfica a mais um digníssimo comentador, Manuel Caralho Manuel.



domingo, janeiro 22, 2006

Dia de Eleições

E ainda falam dos arbitros portugueses...

sábado, janeiro 21, 2006

Táza Ólhá Póquê Pá Palhasse?

Mitos e Lendas (Amejoa Boa do Sade IV - A despedida)

Nunca na vida tirei eu, Choco, um mês de férias seguidinho. Talvez por ser parvo, talvez por ser demasiado preocupado com coisas que não devia (parvo). Mas uma coisa te garanto, meu caro Faneca, fazer a barba com laminas velhas, encrava pelos no pescoço que é uma maravilha!
E a senhora da foto está comigo!E é um mulherão do caraças!
Não é fácil educar um filho, sendo tu um bom exemplo da dificuldade extrema, e eu outro ainda pior. Educar um todo-fodido requer uma mulher e pêras, digo mais, uma mulher de barba rija.

A problemática dos pelos encravados merece uma rimazita à Bocage, a qual vou tentar improvisar, esperando que seja digna da tua análise corrosiva.

Um pelo no pescoço
Uma lamina afiada
Corta mal, nasce caroço
Corta certo, bem tratada

Sendo eu, um bom moço
E tu, de confiança aguçada
Convido para tremoço
E cervejola gelada

Bar Azul, o nosso meio
Silvia, a nossa criada
Avançamos sem freio
Para dançar a desgarrada

Isto meu caro, é uma grande merda, mas foi de boa vontade e de improviso, e voltei a mencionar a Silvia e o Bar Azul, e num post chamado Mitos e Lendas, quem melhor que esse icone da felicidade masculina, a mulher que te deixava sonhar, e pensar que era possivel, e que te dava com os pés de maneira tão dócil, que tu voltavas sempre lá para mais uma doce rejeição.
Se todas mandassem para trás assim, a rejeição era um acto bem aceite na sociedade, tipo,"olha aquele ganda maluco, já levou com os pés 3 vezes esta semana, grandes vidas, só a mim é que não me acontece isto, tão-me sempre a cair de boca no...".
Estás a ver o esquema?
É tão viável como ir a um concerto de Madredeus e ouvir o "Hava Nagila".Não vai acontecer!
Mas devia...

terça-feira, janeiro 17, 2006

O que dá em tirar um mês de férias seguidinho



Caro choco, não sei se é da família, mas espero que também te tenham crescido umas maminhas...

Amejoa Boa do Sade III

Ninguém me avisou dos contornos a la Academia De Policia inerentes a estes posts recentes.Qualquer dia tenho o agente Maloney e o Proctor cá em casa a dar-me umas dicas no Frango à Brás.

Férias, Dia 2, 9:35 - um dos dilemas de trabalhar no centro de uma terra pequena é o levantar dinheiro num Multibanco. Tu estás de férias, não queres olhar para as trombas dos teus colegas, mas precisas de dinheiro para um cafézinho e uma sandocha e quem sabe, para o jornal.
Acordei às 8:30 e esquematizei a vila.As hipóteses pareciam todas más.Menos uma.A bomba de gasolina.Seria lá que decorreria o tão ansiado levantamento.Ninguém me iria conhecer, roupas diferentes, barba de 5 dias, até fingi que era coxo.A operação decorreu sem problemas.

Flashback:Tenho que partilhar isto!
Sou uma pessoa de bem e gosto de ajudar os outros.
Há duas semanas, enquanto escolhia um filme no clube de video, deparei-me com um velhote de 1,60 m que queria chegar à última prateleira dos filmes de foda.
Não o ajudei, as dores abdominais do riso contido obrigara-me a fugir para a secção de desenhos animados. Sou um homem mau!

segunda-feira, janeiro 16, 2006

Amejoa Boa do Sade II

Sim, estou de férias!
E o que se destaca neste periodo de enorme alegria é que, devido à falta de movimento compulsivo, obrigatório e mal remunerado, os meus pés cheiram melhor.
Mesmo a nhaca que habita entre os dedos é melhor, mais Passion Fruit, menos radioctiva.
No fim-de-semana pus inclusive um bocadinho no puré de batata, porque já não havia nóz moscada, e ficou a contento.
Acho que o meu paladar também muda um bocadinho.
Para a semana metemos um bocadinho no chá para ver o efeito, se bem que o efeito em ti é sempre o mesmo, só muda a marca do café.
Por falar nisso, adquiri uma máquina de café, e como sou preguiçoso para sair e comprar grossarias, bebo seis bicas por dia, o que é de alimento.
Mas estas férias são mesmo é para descansar do resto.Passo o dia a ouvir Prog(PoshPish), e a ver resumos dos campeonatos inglês, espanhol e italiano.E durmo!
No meio disto tudo, quem ganha é a minha barba, que cresce desenfreadamente, como que acreditando que desta é que pedimos meças aos ZZTop.
ZZTop não acredito, estou mais entre o José Barata Moura e o Joaquim Furtado, ou o canalha do Letria.
Vou compor uma marcha a homenagear os iogurtes do Lidl e o pão da Lagoinha.E uma estrofe para o Grissom, porque acho que é para aí que a minha barba vai.
Acho que vi um Torrão de Alicante numa gaveta.Vou jantar...

domingo, janeiro 15, 2006

Amejoa Boa do Sade!

Antes de mais, um ganda pó caralho pá Cabovisão, que não me deixou postear decentemente nos ultimos meses.Agora que cancelei o serviço, isto milagrosamente começou a funcionar que nem um Headbanger num concerto.Granda Mosh!
Nos últimos tempos descobri que:
- o Peseiro quando era novo pegava vaquitas;
- que o gajo da Roça escreveu um livro;
- que o Axe me enerva os sovacos;
- que o Axe não vai continuar com os Guns;
- que o Fernando Mamede se enervava nas grandes provas;
- que o Evaristo já não tem cá disto;
- que a Cat anda a foder os cornos ao Grissom;
- que a Gonorreia não é uma cidade do médio-oriente;
- que Sodoma rules;
- que estarmos globalizados é estarmos fodidos;
- que estamos fodidos porque estamos globalizados;
- que o Mario Soares é Don Corleone;
- que o Cavaco é a cabeça do cavalo;
- que o Garcia Pereira é o gajo da Mad;
- que Portugal está a precisar de um abanão;
- que o Manuel Alegre se desloca de trenó;
- que o Paulo Bento é o nosso sargento;
- que os horários dos aviões brasileiros são irregulares;
- que o Peter Jackson é um Michael Moore versão ainda mais bandalho;
- que MTV quer dizer Musica Toda Vodida;
- que a Madonna já não é boa;
- que eu também não;
- que um album de restos de António Variações é o melhor que se pode arranjar;
- que tristeza;

Martinho da Vila para Presidente!
Vou cantar um fadinho enquanto cago e depois vou rir-me com os comentadores de futebol da TVI.
Barroca, sabes de Basket, mas o Prof.Coutinho dominava.

Ass:Joel Branco

quarta-feira, janeiro 11, 2006

Dois dedos de conversa com o Cateta

Faneca – Apá Cateta! Atão pá, tá de chuva?
Cateta – Apá, ganda Faneca, pá. Dá cá um abrraçe!
Faneca – Apá, deves tá perdide do nevoêre que nunca más detes à costa.
Cateta – Apá, atão saí hôj!
Faneca – Apá, namadigas que tivetes dente! Travêz, pá Cateta?
Cateta – Apá, ôlha, sabes lá pá. Tive dentrre trrês mêses. Fôu uma ganda instíça pá.
Faneca – Apá, ma pquéque fostes dente?
Cateta – Apá, fôu pu rôbarr um cárre, ma ê na rrôbê nada, pá! Fôu uma ganda instíça pá.
Faneca - Apá, atão ma quécaconteceu, pá Cateta?
Cateta – Apá, tava côu Fíninhe, vêa bófia e levou a gente dente. Ma ê na tava a fazerr nada!
Faneca - Apá, Cateta, atão vóçês na tavam a fazê nada ia bófia levou vóçês?
Cateta - Apá, o Fíninhe é ctava a fazerr a ligação drréta, ma ê na tava a fazerr nada! Ê na fiz nada, fôu uma ganda instiça, pá.
Faneca – Apá, atão ondéc tavas tu pá Cateta?
Cateta – Apá, tava do banque do pendurra…

segunda-feira, dezembro 12, 2005

Na lota com o Faneca

Raia frita com vinho tinto

Ingredientes:
1 raia fresquinha
Farinha
Óleo
Sal
Vinho tinto q.b.

Preparação:

1) Amanha-se e lava-se a raia antes de se cortar em fatias transversais finas.
2) Salga-se a gosto.
3) Enquanto se aquece o óleo passa-se as fatias por farinha abundantemente.
4) Fritar as fatias de raia em óleo bem quente até ficarem douradas. Retirar e pousar em papel de cozinha para absorver o excesso de gordura.
5) Quando se estiver a comer, juntamente com uma garfada de raia, beber um golinho de vinho tinto.

Acompanha-se com arroz de tomate.

sábado, outubro 15, 2005

Um dia na vida da Belinha

Estão no meio da coca caralhe!!!!

Um dia na vida do Max

Belinha!
Belinha!
Oh Belinha!
Belinha, onde é que meteste a porra do meus dentes?

quinta-feira, outubro 13, 2005

O Todo-Fodido


O instrumento de medição pelo qual se vê que um gajo anda todo fodido é o filme "Danny The Dog"! Alugas um filme que pensas ser de porrada, e é, e no fim acabas a chorar com o Jet Li. Ora se isto não mostra que estou "memo lá", então não sei.
É que a merda do filme se chama (em português, é claro) "Força Destruidora".
E o gajo é uma força destruidora!
E tu perguntas, comé qué pssível?
Bob Hoskins, Luc Besson, enfim a cabranagem europeia dos filmes.Estes gajos, até o Steven Seagal conseguiam curar.E vão!Estão só à espera que o Chuck Norris aceite o convite para ser o mau.
Bem hajas, Jet Li. Qualquer dia contracenas com o Nicolau Breyner e a Soraya dos Morangos no Thriller "Em Busca do Endireitador de Olhos", ou "A Filha de Diamantino".
Agora que temos tantos bons actores, tão jovens e tão fresquinhos (nhas?), vale a pena!
Estou todo fodido e dedico-te este blog a ti Faneca, que estás como eu. Este fim de semana continua combinado de irmos vazar os pneus do Tuareg do Peseiro, certo? O Olegário e o Gomes também alinham.
Xau!

sexta-feira, setembro 30, 2005

O Forcado

quarta-feira, setembro 28, 2005

Atenção que isto é a sério!

Esta é uma justa homenagem pública ao gajo que vai tatuar isto na perna.


Bem hajas!

terça-feira, setembro 27, 2005

Antes ser o Luis Cuelho do que o Rodrigo Tello!

Prezado choco,
Tolero a tua resposta, pois vê-se que não compreendes o espírito capri-sonne. Capri-sonne é divertido, ousado, irreverente. Não se pauta pelos padrões tradicionais e estereotipados. De facto, o capri-sonne é a representação da fuga ao vínculo a uma monotonia monocórdica pela qual pautamos os nossos hábitos e, afinal, a nossa atitude. A dificuldade em abrir a merda do pacote, mais do que um capricho, é devido a um simbolismo que realça todo o misticismo da marca: É difícil fugir à rotina, às regras de conduta e ao políticamente correcto que a sociedade nos impõem. E esforçando-me eu, neste meu espírito de rebelde-com-causa-que-ainda-não-sei-qual-é-mas-espero-não-ter-que-vestir-calças-de-napa-nem-blusão-de-cabedal-preto, tentando integrar-me no espírito capri-sonne como o pirralho sardento dos reclames, para depois me enfrentar sempre a um velho do Restelo que me arrasta para a fórmula mais simples e socialmente correcta, que me deixa na catatonia da infelicidade. E arrisco-me a tornar um resignado Rodrigo Tello, arrastado para defesa esquerdo ou pendurado a extremo clássico, quando apenas se sente vivo naquele seu metro quadrado junto ao bico da àrea adversária onde chuta e centra como um apaixonado. PARAI E TORNAI-VOS EM LUISES CUELHOS DESTA VIDA, QUE ATÉ VÓS UM DIA IREIS DAR-VOS CONTA DO QUE HAVEIS PERDIDO. NÃO SERÁ DEMASIADO TARDE, MAS PODEM JÁ TER UMA IMENSA PAPADA! DE QUE VOS SERVE, Ó GENTE SIMPLES, DAREM-VOS UMA PALHINHA NA VOSSA EMBALAGEM DE CAPRI-SONNE SE VÓS NÃO A UTILIZAIS? ENFIAI-A ATÉ SE ESTRAGAR O BICO. ENFIAI. ENFIAI.

Agora com a vossa licença, vou ver gajas nuas na net...

segunda-feira, setembro 26, 2005

Prova Superada!

Meu Caro,

Imagina, mesmo que por momentos, que a embalagem do Capri-Sonne é um pacote de leite.
Agora corta um dos cantos com uma tesoura.Muito bem!
Agora despeja num copo, PORQUE JÁ NÃO TENS IDADE PARA ANDAR A JAVARDAR COM O CARALHO DAS PALHINHAS.
Mais que um conselho, uma orientação espiritual.
Amanhã ensino-te a fazer a barba e a ver gajas nuas na net.

A superação

Ainda inebriado por esta catársica mas genial divagação do meu caro Choco calcorreando o seu universo mais pessoal num arrepiante momento que deixaria Jung a implorar ser seu discípulo, sou arrastado para uma reflexão ainda mais sombria: O ser humano é uma amálgama de frustrações, anseios, desejos e obsessões, que eleva a sua falibilidade e limitação, tanto mental como física. E essa limitação torna-se visível em inúmeros momentos, tanto na formulação de raciocínios básicos como ‘se conseguisse enfiar um braço todo pelo nariz, até onde iria?’ ou na execução de actos simples e primários, como, por exemplo, espetar uma palhinha numa embalagem de capri-sonne.

Para a questão dos braços a resposta, depois de muito magicar é: ‘Depende. Se é o braço de uma pessoa que apresenta sequelas físicas por a mãe ter tomado talidomida durante a gravidez, então não chega muito longe’. Já para o caso do capri-sonne, nem com muita concentração e treino consigo espetar a merda da palinha na bolinha prateada que diz ‘enfiar aqui’, de modo a conseguir beber o sumo. Que até nem é nada de jeito. É, de facto, pior que ‘Um Bongo’, mas este tem a vantagem insuperável do Treta Brik. Mas a qualidade do sumo ‘Capri-Sonne’ não interessa. Interessa sim que beber um capri-sonne como mandam as regras e como víamos fazer no reclame os meninos com cabelo cor de cenoura e sardas até fazer doer a vista, sem cortar o pacote, representa um desafio para cada um de nós e um inquestionável acto de superação humana.

Inúmeras horas nos gladiámos com essa espécie de cudo de Rubic dos sumos empacotados, contra o qual usámos todos os nossos recursos para encontrar uma forma de vencer o pacotinho do inferno. Primeiro vamos com jeitinho, tentamos enfiar a palhinha amarela na bolinha prateada na parte de cima do pacote oblíquo. Não conseguimos e é então que reparamos que pegámos na palhinha ao contrário. Agora, com a parte ‘em agulha’ tentamos a mesma operação. Mas o lado da frente e o de trás, por o pacote ser em pirâmide, estão muito juntinhos e o plástico é rijo como cornos. Tentamos espetar a parte mais fininha da palhinha, mas só levanta a cobertura do plástico exterior. Tentamos um bocadito mais e fodemos o biquinho da palhinha. Estratégia dois: A técnica da força. E aí duas coisas podem acontecer: Ou dobramos a palhinha e a partir daí já não há nada a fazer, ou furamos o pacote de um lado ou outro e só conseguimos beber alguma coisa metendo o pacote toda na boca. Também não podemos apertar o pacote, inchar a parte cima e espetar a palhinha senão o sumo vem todo para fora e é uma vergonha.

Acredito que existe uma solução porque os meninos do reclame conseguem. Mas eu ainda não descobri. E aí está a minha frustração que me reduz à condição de crustáceo-com-polegares-oponíveis. Mas que até nem servem para muito.

Acho que preferia ser um canivete suíço.

sexta-feira, setembro 16, 2005

O dono dos helicópteros

Quero saber quem é o dono dos helicópteros?Quero dar uma voltinha!
Quero pisar uvas e maçãs rainetas e dar um abraço ao homem da Regisconta.Vamos beber 10 shots e comer um hamburguer antes das 21:30.Depois gritamos "AQUELA MÁ-QUI-NA!!" e vomitamos em formato de caixa registradora.Quero apresentar o Abel Xavier à Dina, ensiná-los a tocar consertina.Quero um quarteto de cordas, um quarteto 1111, um Mellotron e caixas de esferógraficas.Quero foder asmáticas!!
Quero um café de bomba de gasolina!Quero a formula da vaselina!Quero uma mulher de 45 anos chamada Albertina!
Quero gasolina à borla!Quero pasteis de nata quentinhos!Quero alguém que mexa os cordelinhos!
Quero um politico que não meta nojo!Quero o Inspector Varatojo!
Não gosto dos Toranja!Quero o Vasco Granja!
Quero desenhos animados bulgaros!Quero plasticina!Quero comer a tua prima
Isto do ponto de vista de um caníbal.Não vais levar a mal!
Um peitinho e uma asinha!Pode vir numa tacinha.
Gosto da tua, não gosto da minha!
Se não gostas, tenho uma vizinha!
Vamos alugar um helicóptero, quero dar uma voltinha!

quarta-feira, setembro 14, 2005

A walk down the memory lane

O primeiro cruzar de olhares. Surpreendido. Casual.

O segundo cruzar de olhares. Atento. Correspondido.

O jogo.

O hiato.

A frustração. Olhar roubado. O jogador é outro.

Espectador, com a dignidade que me resta.

E passa ela por mim, soberba, vitoriosa.

Encosta-se ao meu ouvido, num sussurro:

‘Demogáste? Agóga é tagde’

A Felicidade é isto.

segunda-feira, setembro 12, 2005

Reunião dos Insultadores Anónimos

Sala 3 do Inatel, quinta-feira, 16 de Outubro, 19h00.

Dra. Matilde – Boa tarde a todos, sejam bem vindos a mais uma sessão participativa dos insultadores...
Insultador 1 – Porra, chata da gorda que não se cala.
Insultador 2 – Se tivesse a tua cara de besugo, tava masé deitado numa travessa a pedir um molhinho de manteiga. Talvez assim alguém te comesse!
Insultador 3 – Falas, falas, mas desodorizante na metes tu!
Insultador 4 – Deves ter mais cornos que os maridos da Rita Villas-Boas.
Insultador 5 - Fufa!
Dra. Matilde – Pronto, pronto. Acalmem-se lá.
Insultador 6 – Acalmem-se? Na tarda tas é a levar na boca!
(silêncio)
Insultador 4 – Epá, aqui não se ameaça ninguém.
Insultador 1 – Pois, insultar ainda vá que não vá!
Insultador 6 – Ãh, isto aqui não é a reunião dos ameaçadores anónimos?
Dra. Matilde – Ah! Não, não. Aqui é a dos insultadores anónimos. A dos ameaçadores anónimos é na sala 6, no fundo do corredor à direita.
Insultador 6 – Ah, pronto, então desculpem que me enganei na sala.
Insultador 3 – Tudo bem.
Insultador 2 – Não há azar.
Dra. Matilde – Não se preocupe. Vá rápido que o Dr. Praxedes costuma ser pontual.
Insultador 6 (saindo) – Pronto, então boa noite e desculpem lá (fecha a porta).
(Pausa)
Insultador 1 – Violento da merda.
Insultador 2 – Bates, bates mas é uma...
Insultador 3 – Vai-te embora, mas leva o cheiro, LEVA O CHEIRO!
Insultador 4 – Pela cara dele é daqueles gajos que têm pêlos nas costas...
Insultador 5 – Maricas!

quarta-feira, setembro 07, 2005

Grande Entrevista

Faneca, aluno nr. 11 do 8o B da Escola C + S da Marinha Grande e repórter ocasional do jornal da escola quando tem feriados a Fisica-Quimica, entrevista o grande bandarilheiro Ricardo Chibanga.

Dizem que os ídolos marcam a infância. Quais foram os seus?
Max, mas só quando cantava a ‘Mula da Cooperativa’; o Canica, que casou duas vezes com a mesma mulher em 3 dias; Lévi Strauss, porque para além de ser um grande cientista ainda teve tempo de fazer com que todas as gajas pudessem ter um grande cú. Foi ele sim, quem melhor conseguiu aplicar as teorias socialistas. Ah, claro, e o meu pai. Pois.

O que significa saber-se um ídolo de muita gente?
Não acho que seja um ídolo de muita gente. Sei que as pessoas vêem os seus ídolos como um exemplo e tentam imitá-los. Por isso ás vezes ando na rua ‘à egípcio’, ponho sapos na cabeça como se fossem chapéus ou saio vestido com um espartilho para ver se há muita gente a imitar-me, mas só uma vez vi um senhor vestido com um espartilho mas ele não sabia quem eu era e quis-me dar um autógrafo. Quando viu que eu também queria dar-lhe um autógrafo ele disse ‘pára de me imitar, seu preto de merda’. E foi-se embora. Por isso acho que não sou ídolo de muita gente.

O que pensa do facto de haver cada vez mais mulheres na tourada?
Parece-me bem porque as mulheres também já têm os mesmos direitos dos homens. Estamos nuns tempos modernos e as mulheres até já fumam e conduzem! Portanto também podem ir ás touradas e até andar lá em cima dos cavalos. Agora trabalhar é que eu acho mal...

Qual é o seu cavaleiro favorito?
Sem dúvida, D. Fuas Roupinho.

O que mais lhe agrada na tourada à portuguesa?
O Maurício do Valle.

Qual o valor de Pi proximado à 20ª casa decimal?
3.14159265358979323846

O que é uma cultura transgénica?
Um organismo ou uma cultura geneticamente modificada é uma planta que contém um gene que foi artificialmente inserido, ao invés de adquirido naturalmente por polinização.

Que livro está a ler actualmente?
Lilien paa Marken og Fuglen under Himlen: Tre gudelige Taler ("Os lírios do campo e as aves no céu: três discursos devocionais"), de Kierkegaard, em versão original. São artigos que apareceram quase um ano depois da sua experiência religiosa de 1848 e tem o tom semelhante ao do "Discursos Cristãos". É essencialmente um livro de entretenimento, com um tom bastante frívolo. É edificante saber que os filósofos também têm pé de atleta.

Qual o seu livro favorito?
‘Uma aventura na Cidade’ de Ana Maria Magalhães e Isabel Alçada

O que é o ácido bórico e para que serve?
É um insecticida de uso popular. Ingerido pelo insecto, o ácido bórico ataca e dissolve o seu sistema digestivo. Pessoas que têm alergia a substâncias usadas na maioria dos insecticidas comerciais costumam ser melhor tolerantes ao ácido bórico. Deve ser aplicado internamente junto a ralos, ao longo dos rodapés, e em bueiros, na parte externa.

Quantos quilómetros tem o seu automóvel?
48,931 km. É um fiat panda dos antigos. Mas está em bom estado porque temos uma garagem.

Que é um higrotermógrafo?
Um aparelho muito simples, porém muito delicado, que elabora um gráfico mostrando a variação da humidade atmosférica e da temperatura.

Conhece algum local onde aprender a restaurar livros?
Existem centros muito modernos como o Laboratório de Restauração da Biblioteca Nacional em Lisboa, o da Fundação Ricardo Espírito Santo Silva, Serviço de Encadernação e Restauro do Arquivo Nacional da Torre do Tombo, a Oficina de Restauro do Arquivo Histórico Ultramarino, a Oficina de Restauro da Fundação Calouste Gulbenkian, e, no estrangeiro, o Laboratório Central de Restauração em Madri, a Biblioteca do Congresso em Washington, Estados Unidos, e outros em Firenze (Florença), em Roma, etc.

Uma nave espacial de comprimento próprio 150m, passa por uma estação científica com a velocidade de 0,800c. Qual é o intervalo de tempo medido pelos instrumentos da estação entre a passagem da proa e a da popa da nave?
No referencial da nave, a estação move-se em sentido oposto, percorrendo a distância entre a proa e a popa num intervalo de tempo Dt = L0/v. E como o intervalo de tempo Dt medido por um observador na nave é dilatado em relação ao intervalo de tempo Dt0 medido pelos instrumentos da estação de acordo com a fórmula Dt = g×Dt0 e g = 1,667, temos que Dt = 188/c, logo Dt0 = 375 ns. (1 ns = 10-9 s; c = 3×108 m/s ).

Porque chamam Tim, ao vocalista da banda Xutos & Pontapés?
Tim, ao contrário do que muitas pessoas podem imaginar, não é diminutivo de Timóteo. É diminutivo de uma outra alcunha de juventude, Timbalão, porventura posto pela forma robusta e achatada do artista, que se assemelhava a esse instrumento de percurssão.

Quem gostaria de convidar para passar férias consigo e com a sua família?
O Fernando Mendes. Porque depois podia ser que me desse algum prémiozito se eu fosse ao ‘Preço Certo’ (risos)...

terça-feira, setembro 06, 2005

A maldição de Biannakis

Yanni Bianakis, na sua tenra idade, era aprendiz de afinador de pianos, em Aroania, a 80 km de Kalavrita na região do Peloponnese, Grécia. Um dia, após o trabalho, é convidado pelo seu primo Markai para beber um copo de leite de cabra e picar uns cubinhos de queijo feta. A caminho de casa, na cova de Iriania, por cima de uma oliveira e rodeado de uma luz enorme, consegue identificar a imagem de Santo Agostinho olhando estático para ele e com o dedo enfiado no nariz e a simular uma flatulência. Num instinto de repulsa, não só por Santo Agostinho ser uma figura considerada herética para os cristãos ortodoxos mas porque tem horror de pessoas em cima de olivieiras, Yanni foge assustado. Pelo caminho não consegue controlar o vómito e espalha o leite e os cubinhos de queijo recém injeridos pelas casas dos vizinhos.

Yanni apressa-se a contar o sucedido ao seu tio Christos, que após desmaiar 8 vezes sucessivas com o cheiro a Feta podre que saía da boca recém-vomitada do seu sobrinho, chamou o Padre Pataki. A 300 metros da casa de Yanni, o padre ordenou, através de megafones de alumínio, que Yanni fechasse a boca para que ele se pudesse aproximar e que contasse a sua história com desenhos e plasticina.

O Padre Pataki, depois de conhecer a história, aconselhou a família de Yanni a mandá-lo para um mosteiro, onde passou a bocejar a boca com mijo de cabra até ao fim dos seus dias.

Moral da história: O hálito faz o monge...

sábado, setembro 03, 2005

Self Made Man

Kalin Slew, o melhor jogador de "Lá-Vai-Aì" de sempre tinha várias qualidades. Para além de ter estudado maracas no conservatório de Moscovo, desempenhou um papel muito importante na criação do Observatório da Langonha, que permitiu, para além de uma pesquisa avançada para o engarrafamento da (agora, mundialmente famosa) Sémen Up, o recenseamento e apoio às vitimas do Colhão Pesado, doença que apresentava até à introdução do dito Observatório, numeros preocupantes a nível masculino, bem como vários casos de engasgamento e/ou cegueira na comunidade feminina.
Não querendo beatificar, nem de perto, nem de longe, este explorador visionário, crédito terá de ser dado, pois Kalin Slew, mero mortal como nós, conseguiu tornar-se na figura que é hoje sem padrinhos, cunhas, e até mesmo sem kit de sócio.Este homem operou um autêntico milagre, proeza digna de um Inspector Max.Há quem diga que Kalin Slew é também deveras competente na área
do romance, sendo responsável pelas fotos da Merche na FHM(tiradas em casa dele depois de um jantar de choquinhos com tinta) e pelo entortar dos olhos da Soraya dos Morangos com Açucar.

domingo, agosto 28, 2005

Fui eu que inventei! Fui eu que inventei!

P:Uma gaja tá a chupar a pila a um gajo. Ele vem-se e ela engole tudo. O que é que ela está a beber?
R: Uma Sémen Up!

quinta-feira, agosto 25, 2005

O Benfiquista e o Estagiário

Venho aqui confessar o meu Sportinguismo (Strompismo?), porque cheguei a uma idade em que corro com a patroa da sala com ameaças de violência fisica se não me deixar a stressar em frente á televisão quando dão os temidos jogos dos Indomáveis (acho que quem teve esta ideia anda a ler demasiadasa capas de "A Bola"). Pelas razões apresentadas já sou quase um homenzinho, faltando as imperiais e os tremoços, num curso a frequentar no instituto de formação "O Chaves" assim que chegarem os fundos comunitários (sim, o Faneca costuma pagar!). Por enquanto continuo viciado em Sunny Delight e Kinder Surpresa (por causa da surpresa).
Esta terça-feira que passou, os Indomáveis foram domados pela equipa do Fred Durst (Trap 2, Cosmigol,etc), e mais um dia passou, mais uma etapa cumprida a caminho do triplo bipass. O meu amigo Faneca é o principal critico do Estagiário de Coruche, e por norma acerta sempre. Podiamos ter tido o Pekerman, o Bielsa, outros tão bons como estes, mas tivemos o Materazzi e o Boloni (é por nojo que não ponho os umlauts nos o´s). É verdade com prof. Pézé pôs a equipa a atacar bem e praticou discursos ambiciosos, mas aquela do Rogério no meio-campo na final da UEFA...ficámos a saber que quando o Pézé tem medo, muda a equipa base e inventa um cozinhado macabro que só ele percebe. Não percebo, se tens dúvidas, telefona ao Queiroz que ele pergunta ao Sir Alex.Ou então liga para o teu companheiro de curso.Ou pelo menos lê as crónicas dele na Dez.Eu pago a merda da revista!
O Benfiquista é um caso mais fácil de resolver, mas que já podia ter sido resolvido há mais tempo.Será que tinhamos de por os sócios a assobiá-lo durante os jogos?Será que não se sabia que ele era do Benfica?O gajo tá roto!Tá todo fodido!O gajo anda a meter chá com os poucachinhos.É um gajo porreirito longe de Alvalade.Ele que faça fita tipo Miguel.
Eu prefiro os frangos do Nélson, pelo menos é dos nossos.Olha filho, faz um InterRail!
No meio disto tudo, existe um cenário ainda mais macabro.Será que a FIFA autoriza a entrada de um queixo daqueles como titular da baliza da nossa selecção?

sábado, agosto 06, 2005

Saudades dos Parodiantes de Lisboa

Esta geração "rasca" de comediantes que anda a ocupar tempo de antena, incomoda-me de morte.Não têm piada.São chatos como os dos tomates.Falta-lhes o humor.Eu sinceramente espero que o John Cleese ou o Michael Palin não venham até ao Algarve e liguem a televisão.
Estes jovens engraçados são como "dead parrots" engarrafados em latas de "spam".Não conhecem Monty Python, ou então não lhes acham graça e pensam que a standup do Seinfeld é revolucionária.Estão enganados e têm de ver as actuações de Richard Pryor, os filmes de Blake Edwards com o grande Peter Sellers.
Lembras-te ,caro faneca, de vermos o "The Party"?
O problema é que esse pessoal gosta de Jim Carrey e Adam Sandler, e esquece-se do Chris Farley no SNL, do Eddie Murphy no SNL.
Este post não é para ter piada, é para mandar esses cabrões que não querem ter "real jobs" para as novelas da TVI.
Para se ser um grande actor, comediante, é preciso talento, mas acima de tudo, trabalho.
E o Raul Solnado, metia esses gajos todos a um canto se fosse mais novo.
E não me venhas dizer que os Toranja são uma grande banda!Fodasse, banda a sério são os D´ZRT!
Para mim tanto me faz....That´s the spirit!
Tamos todos fodidos, mas os que vêm a seguir nem disso se apercebem.
40 Euros pa ver um jogo que pode ser muito mau, fodasse, fodasse, venha o café Chaves.

Ass:Nilton

quinta-feira, agosto 04, 2005

Tang Rules

As férias são um motivo de regozijo.Principalmente se tiveres pequenos almoços em que o sumo de laranja é incontestávelmente Tang.Tens pãozinho alentejano a estalar, queijinho daquele que não se encontra nas grandes cidades, cafézinho quentinho e a companhia do casal Trombas.
O casal Trombas é uma espécie em propagação. Não te dizem bom dia porque têm montes da papel, uma mota de água e dois filhos a quem deram os nomes de Rafaela e Frederico, mas só para depois lhes poderem chamar Rafa e Fred.Quando crescerem, ela vai ser uma vaca e ele um ganda panelere.Os sinais são evidentes!(Imagina a M.Moura Guedes a dizer isto!).
Evitar o Algarve é sempre boa politica, porque acabas por evitar as pessoas que tens de ver no resto do ano.Mas atenção, se fores ao Alandroal, procura um restaurante chamado A Chaminé.Tratam-te como se estivesses em casa, tem um caldo verde do outro mundo e se lá fores mais de 3 vezes, o dono dá-te abraços na despedida.
Top 5 de sitios a ver:
1.Monsaraz - agora que as águas do Guadiana banham o lado sul desta terra, é altamente visitável.Quando vires a ponte sobre as águas made in alqueva acalma-te.Vai dar a Mourão e a Espanha.Tu sabes que quando se começam a ver muitos ciganos, é altura de virar o carro.
2.Alandroal - tem A Chaminé e putos de 16 anos bêbados a fazer karaoke na piscina.
3.Borba - Borba 2003 tinto, a terra não foi visitada.
4.Évora - fui ver amigos, ofereceram-me o almoço, acabei quase em lágrimas abraçado ao meu ex-chefe. Tenho problemas graves por resolver.Eu sei!
5.Reguengos de Monsaraz - o Intermarché mais movimentado que vi na vida, cheio de ciganos que não enchem os pneus das Ivecos brancas que vêm carregadas de herdeiros e primos.
Criei uma teoria depois de ver uma lebre atravessar a estrada no mesmo sitio, dois dias consecutivos.Ela trabalha para o posto de turismo.É a lebre dos turistas.Tourist hare.
Menção honrosa vai para a empreitada dos acessos do Alandroal, a ser efectuada pela empresa Helder Gordo Construção Civil Unipessoal Lda.O acesso alternativo era uma estrada de terra entre oliveiras.Outra menção honrosa vai para o puto ganzado/snifador de cola que trabalha na bomba de gasolina.Acho que só se aguentava em pé porque estava agarrado á mangueira.
O Adriaanse tem dúvidas mas eu dou uma ajudinha.Mundialllllllllllllllllllll!!!

terça-feira, agosto 02, 2005

A matrioska




sexta-feira, julho 29, 2005

Workaholico Anónimo

Não há nada mais divertido do que um suinicultor bêbado a espreitar por um decote duma matulona de vinte e muitos!Há que ter em atenção duas coisas, se descartarmos as patilhas e a boina,Ribatejo em acessórios.Uma são as mamas, qual piscina do meio da Torralta, ou seja, metes-te no trampolim e saltas.Não interessa se é alto ou não.Tu tens de saltar!Outra são as bochechas rosadinhas do resistente da pecuária lusitana, naquele rosa repartido pelo tinto e pelo escaldão que apanho a controlar o último carregamento para a Nobre ou para a Isidoro.Isto, meu caro faneca, é uma das muitas coisas que presencio enquanto desempenho a minha actividade profissional.Para os que não sabem, eu me confesso, sou fiscal da Cãmara, a minha mulher têm mais caries que dentes e quando mando peidos em público peço desculpa.E,sim, antes que perguntem, tenho um fato de treino do Benfica, oferecido pelo meu tio Júlio que vive em Genéve.Ele também tem um.E o filho, o Pierre Morais também!

quinta-feira, julho 28, 2005

Revelada a identidade do Capitão Vegetal














A identidade do célebre Super-herói Capitão Vegetal, mítica figura da Rua Sésamo, foi finalmente revelada. A grande questão que se coloca era se a fobia do Capitão Vegetal para que as criancinhas comessem cenouras e aipos era para crescerem fortes e saudáveis ou para ficarem gordinhas e saborosas para serem comidas ao pequeno-almoço naqueles fautosos banquetes da Festa do Avante. Nunca saberemos.

terça-feira, julho 19, 2005

Os percursores da promiscuidade



Pela moralista pena do Pastor Faneca, da Igreja Ecuménica 'Grande é o Faneca'

O universo audiovisual é sem dúvida, caro Choco, fonte de idéias e saberes (inesquecíveis os programas de bricolage), mas poderá assumir inclusivamente o papel de um orientador, humano e espiritual, que nos ensina a comportar, desenvolver as nossas relações sociais e a identificar o nosso papel, activo e constructivo, dentro de sociedade regida pelos princípios da moral, dos bons constumes, da tradição e da família.

Nesta perspectiva pedagógica de seminário jesuíta, vários programas, séries e filmes, assumiram um rol exactamente oposto, o de mafarrico tentador, calcando a nossa formação humana, cívica e moral, permitindo-nos tornar perfeitos párias, sedentos de vício e sem o mínimo dos valores que o 70x7 bem nos tentou incutir. Se hoje se dizem tantos palavrões, deve-se seguramente ao Zé Gato, se há tanta violência doméstica a culpa é do Duarte e Companhia, se existem tantos agarrados não há dúvida que foi por terem visto demasiado Árvore dos Patafurdios. E se há tanta promiscuidade, só há um percursor: O Gelado de Limão.

Acuso formalmente a série de cinema ‘Gelado de Limão’ como sendo um dos principais percursores da promiscuidade na sociedade, pela erosão vertiginosa dos valores da moral, da família e dos penteados limpos e sem brilhantina.

E não o digo por mostrarem as aventuras de 3 rapazolas - o Huey, o Bobby e o Benji- que bebiam, praguejavam, brincavam com preservativos e tinham atitudes impuras e explícitas com miuditas e/ou senhoras, e com as quais não eram casados, que mostravam as suas mamocas impunemente. Digo por mostrarem as aventuras de 3 rapazolas judeus! Aí se vê, verdadeiramente, que toda a estrutura moral que se baseia escrupulosamente na nossa tradição católica, está em amplo desmoronamento. Esta série até dá a entender que as mamocas das gajas judias são boas e que ser judeu até pode ser porreiro. Onde é que nós vamos parar? Qualquer dia até o Eládio Clímaco é paneleiro! Salva-nos a RTP memória e o Villaret a declamar ‘A procissão’ a marchar em semi-transe e com os olhos prostrados no vazio.

sábado, julho 16, 2005

Good Cop Bad Cop

"A policia só aparece quando não é preciso!"
Épá dantes era assim, agora não, e tudo graças ao Bruckheimer, esse judeu maluco que produz o CSI. Mas há um problema.Só consigo apreciar e criar uma certa empatia com a primeira série, passada em Las Vegas.Tanto Miami, como Nova Iorque não me seduzem.É tudo actorzinho bonito e conhecido.Vê-se que não percebem de investigação criminal.É muita silicone, botox, coizinha boa, senta aqui no cólinho do papá para apanhar um tátauzinho bom, zuca,zuca,Michael Jackson,bardamerda!A puta do casting está a esta hora a fumar uma bojarda na Jamaica, enquanto lhe preparam mais uma Cuba Libre!Enfim reprovado!Não souberam manter a dignidade das sequelas clássicas que eu e o Faneca adoramos, nomeadamente, a Academia de Policia e a série britãnica Com Jeito Vai!.
Mas a bófia da 1ªsérie, ou seriado, como se diz na terra das novelas, é do melhor.
São como nós, têm defeitos, são merdosos, provavelmente ex-alunos do Meireles e do Cabo Verde (esta foi para ti cão!).Senão vejamos( gosto de dizer isto!!):
-o chefe tá a ficar surdo e é meio anti-social, colecciona insectos, é portanto uma mescla de António Manuel Ribeiro dos UHF e de Júlio Isidro, com uma pitadinha de Portas;
-a subchefe antes de combater o crime, era stripper, e das boas, segundo dizem, nada de aparições no canal Viver;
-os investigadores são uma gaja que não fode à seis anos, um preto viciado em jogo e o afilhado do Bruckheimer.
Como nós!
Sabemos que quando o chefe vai à casa de banho e limpa mal o cu, tem no dia seguir de cortar os pintelhos que têm merda agarrada.A única diferença em relação a nós é, que não a deita fora.Vai analisá-la ao microscópio!

quarta-feira, julho 13, 2005

Conversa entre Gordillo y Arconada durante o RFA - España, no Mundial 82

Arconada: Epá, tenho lá agora um casal de rolas de criação, que aquilo é uma categoria.
Gordillo: Atão mas na te tinhas deixado disso?
A: Epá, sabes como é que são as mulheres: As rolas dão muita trabalho, mas a Consuelo tinha saudade da vida do mercado. Lá comprei um casalito ao pai do Santillana, que também faz criação.
G: Mas vais-te meter a fazer negócio outra vez com as rolas? Pensava que já tinhas acabado com a vida da feira...
A: Epá, ainda na sei, vamos lá ver coméquisto corre. Um gajo ao Domingo levanta-se cedo, mas ainda faz uns trocos jeitosos e sempre consegue arrumar a tralha a tempo do jogo. O Lopez Ufarte disse que dava uma ajudita a meter tudo na vannette.
G: Atão quer dizer que na voltas a fazer sociedade com o Camacho...
A: Epá, o Camacho, o Camacho. O Camacho só queria as rolas pa comer, mai nada. Um gajo pode lá confiar num gajo assim. Eph! Tem um gajo um trabalhão para montar um pombal todo porreiro pós bichos, compra uma série de casais bons, mas même bons ãh, de raça e tudo, começa a fazer a criação, levanta-se ás 4 da manhã pra ir prós mercados vender os bichos e ganhar uns trocos, para depois apanhar lá o gajo á sucapa a roubar-me as rolas para fazer uma canja. Isto faz-se, pá? Na há-dele tar gordo...
G: Perái, perái, que vou ali fazer um carrinho ao Littbarski, já venho.
A: Vai lá rápido que tenho que te perguntar onde é que a tua mulher comprou aqueles conjuntos de atoalhados que ficavam bem lá em casa.
G: Tá bem, venho já.
A: Despacha-te.

segunda-feira, julho 04, 2005

Análise literária a uma canção dos Broa de Mel

Pelo eminente romancista e crítico literário, Faneca, vencedor das 36 edições dos Prémios Faneca de Literatura.

A letra da canção dos Broa de Mel:

No calor da noite

TU ESTENDE AS TUAS MÃOS
DEIXA O TEU PERFUME
BRISA DO MAR DE ILUSÃO
MEU FOGO TÃO QUENTE
MEU MASTRO SEM FIM
NO CALOR DA NOITE (REFRÃO)
TERÁS UM BRILHO NO OLHAR
UM OCULTO ARCO-ÍRIS
OU UM DESERTO DE LUAR
UM CHEIRO DE ALECRIM, AMOR
TU DEIXA O TEU OLHAR EM MIM
POISA DE REPENTE
MEU FOGO TÃO QUENTE
ROUPA AO ABANDONO
MEMÓRIA DE CHUVA
TU ESTENDE AS TUAS MÃOS
BRISA DO MAR DE ILUSÃO
MEU FOGO TÃO QUENTE
MEU ASTRO SEM FIM
NO CALOR DA NOITE (REFRÃO)


A análise do eminente romancista e crítico literário, Faneca, vencedor das 36 edições dos Prémios Faneca de Literatura:

No calor da noite
O título da obra é simultaneamente de uma frontalidade tremenda, esmagadora e de uma originalidade arrepiante. Com esta escolha o autor mostra toda a sua vocação para as abordagens chocantes e polémicas de temas universais e parece-nos indicar directamente que não só nos vai abrir as portas para um universo de luxúria, como toda a história se passa nos trópicos.


TU ESTENDE AS TUAS MÃOS
(A utilização da segunda pessoa do singular leva-nos a crer que estamos seguramente perante um texto auto-biográfico.

Magnífica caracterização de uma das personagens, da qual ficamos a saber que não se trata de um fóssil de ameijoa nem que está a utilizar as mãos de outra pessoa.

O autor está sem dúvida vocacionada para a acção, com a utilização demolidora do verbo ‘estender’, embora encubra de um modo muito inteligente, a forma de como essa acção foi desenrolada. Desconhecemos, propositadamente, se as mãos estavam fechadas, abertas ou a fazer piretes.)

DEIXA O TEU PERFUME
(O autor não é passivo. Tem vontade própria e muito provávelmente um cheiro nauseabundo, que até ao próprio incomóda. Subentendemos igualmente que o autor está sem cheta para comprar perfume ou mesmo um desodorisante que seja.

Pelo espírito ambientalista que emana da obra de Broa de Mel, acreditamos tratar-se de uma essência natural, que pode ser rabanete ou enxofre.)

BRISA DO MAR DE ILUSÃO
(Aqui está a marca do perfume que o autor deseja, de aromas naturais como prevíamos, numa espectacular e subtil jogada de marketing, mas também numa arrojada exposição dos seus gostos pessoais. O perfume ‘Brisa do Mar’ de Horácio Ilusão, conhecido estilista da terra dos Broa de Mel, é uma fragrância suave e inspiradora, sensual e audaz, o que nos indica a disposição do autor.)

MEU FOGO TÃO QUENTE
(Numa exemplar utilização dos recursos linguísticos, o autor dá-nos a entender a sua obssessão pelo fogo, revelando-nos que ateou qualquer coisa que estava ali ao pé. É a invocação de um momento real da vida do autor em que incendiou uma azinheira uma mata nacional quando estava a assar uma chouriça no campo. A imersão na intimidade mais complexa e incoberta do autor é arrepiante e surpreendente.)

MEU MASTRO SEM FIM
(Não residem dúvidas do forte cariz sexual da frase, nem tão pouco do profundo narcisismo do autor, que revela ser de raça negra ou então com falta de vista. O fogo desperta todo um instinto sexual recalcado e provavelmente desconhecido, que tem uma reprecursão física no autor.)

NO CALOR DA NOITE (REFRÃO)
(O autor, que até agora tinha sido bastante directo e frontal, deixa-nos em suspense em relação ao que está a acontecer. Esta frase apenas nos dá uma localização temporal mas deixa os leitores curiosos. Chegando ao refrão é momento de recapitular: Sabemos que o autor, que cheirava mal, está com um valente tesão ao pé de um incêndio que o próprio provocou enquanto assava uma chouriça. Perto de si está algo com mãos – uma pessoa com quem o autor revelava mais intimidade? - e que tinha um frasquinho de perfume do estilista Horácio Ilusão.)

TERÁS UM BRILHO NO OLHAR
(O autor dirige-se provávelmente á outra personagem enumerando-lhe as vantagens de olhar para o fogo sem óculos de sol, já fascinado com a ocurrência.)

UM OCULTO ARCO-ÍRIS
(Extraordinária frase do autor que em apenas três palavras nos dá várias idéias fundamentais: i) Recorda-nos que estamos de noite, porque á noite não se vê o arco-íris; ii) O tempo não está muito bom, pois o arco-íris é uma ilusão óptica que existe apenas se houver sol e chuva.)

OU UM DESERTO DE LUAR
(Metáfora brilhante onde o autor esplana toda a sua gama de recursos poéticos para exprimir que a outra personagem não consegue ver nada ofuscada pelo esplendor do incêndio.)

UM CHEIRO DE ALECRIM, AMOR
(A outra personagem aturdida pelo cheiro do ‘Brisa do Mar’, de Horácio Ilusão, não reconhece o aroma do alecrim, pelo que o autor deve explicar-lhe. Podemos pensar que o autor, pela palavra amor, tem algum tipo de sentimento mais profundo pela outra personagem, o que não é necessáriamente verdade. A palavra ‘amor’ é usado apenas por uma questão semântica, pois o autor tería preferido utilizar o termo ‘miga’. A mestria na arte de iludir o leitor.)

TU DEIXA O TEU OLHAR EM MIM
(A outra pessoa acabou por ficar ceguinha.)

POISA DE REPENTE
(O incêndio, por alguma razão começa a diminuir de intensidade e a apagar-se, o que surpreende o próprio autor. É transmitido ao leitor uma sensação de desilusão.)

MEU FOGO TÃO QUENTE
(O recurso a um verso anterior para exprimir sensações distintas é verdadeiramente genial. Enquanto que o primeiro emanava vigor, este verso é já uma recordação que demonstra saudosismo e pena, pois o incêndio está a apagar-se.)

ROUPA AO ABANDONO
(Com o calor o autor ficou todo nu e atirou a roupa para qualquer lado. Á noite e ás escuras é difícil vestir-se.)

MEMÓRIA DE CHUVA
(A chuva acabou, mas o incêndio que chegou a queimar o alecrim está agora apagado. Como está tudo molhado já não é possível reviver os sentimentos anteriores, ateando novamente o fogo, o desejo secreto do autor. Ainda por cima, está agora tudo ás escuras e provavelmente não vai conseguir encontrar o caminho de casa.)

TU ESTENDE AS TUAS MÃOS
(A mesma frase do início do poema, com um significado distinto. A outra pessoa agora precisa da ajuda do autor para a guiar porque ficou ceguinha. Agora estará inequívocamente a fazer-lhe piretes.)

BRISA DO MAR DE ILUSÃO
(Nova referência ao perfume de Ilusão porque exigências contratuais, acreditamos nós.)

MEU FOGO TÃO QUENTE
(Tristeza e frustração do autor. Poderá repetir a experiência para saciar o seu ímpulso mais animal. É esse o seu desejo íntimo. A tristeza do autor é acompanhada pela perda de intensidade narrativa.)

MEU ASTRO SEM FIM
(O saudosismo do autor que compara o incêndio a um sol enorme. A sua dôr é agonizante. Reconhece ter tido necessidade de utilizar protector factor 87.)

NO CALOR DA NOITE (REFRÃO)
(Num final lamorioso mas apoteótico. Não sabemos o que aconteceu á chouriça.)

sexta-feira, julho 01, 2005

Blogre - Um tributo

O facto de termos uma visita deixou-me muito feliz!
Isto parece uma frase traduzida de cantonês por uma gaja da RTP2.
Rejubilo com a novidade porque gosto muito do Shrek, principalmente do primeiro.O segundo não tem nada de novo, é uma merda!
Caro faneca, este nosso amigo tem inclusive gostos musicais que resvalam no rock progressivo.Estou a falar, claro de Pink Floyd.
Como entusiasta do progressivo que sou, não posso deixar de recomendar mais uns disquitos ao nosso novo amigo que tira fotografias de ovelhas em rotundas.
1 - Gentle Giant - Interview
2 - King Crimson - The Power To Believe
3 - RPWL - World Through My Eyes
4 - The Flower Kings - Scanning The GreenHouse
5 - Van Der Graaf Generator - Present
Agora vou enterrar a cabeça num iogurte do Lidl e pensar que durante dois dias não trabalho.
Faneca, saudo a tua reaparição.Vamos derreter uma garrafa de vinho a ver o Senor De Los Anillos!

quinta-feira, junho 30, 2005

Special Guest Star

Podemos andar debaixo d'água, mas não somos ingratos. Ponham-nos na SAD do Sporting e ainda metemos o Rui Jorge no lugar do Paulinho, o Pedro Barbosa no do Peseiro e o Hugo num dos altares da capelinha. Por isso o primeiro gajo, para além de moi même e chefe Choco, a fazer um comentário aqui teve direito a ter a sua fotografia escarrapachada e um bem-haja de toda esta equipa que dia-a-dia se esforça por levar este maravilhoso empreendimento cultural até vós.

Vem, junta-te a nós e pode ser que acabes nesta grande parede de sala que é o vosso écran.



Vamos todos fazer bolhinhas ca boca pelo Ogre!

Frases sábias de gente sábia

'Tu sabes quê sou Salazarrista, ma tamên gostava muinte do ÁlvaQuenhal'
Mais-velho de 1,60m de altura em Setúbal. Bigode á monárquico e chinelo de praia. Camisola e boné do Benfica.

domingo, junho 19, 2005

Definição de Bom Restaurante Chinês

Caro Faneca, ontem fui à capital ver a cara metade.Insisti em ir à Fnac, a ver se comprava um disquito, mas como sou um snob musical da merda, não encontrei um unico cdzito de jeto.Mas encontrei os filmes perfeitos para vermos com as nossas garrafas de Monte da Vaqueira tinto, colheita de 2002.Vinho progressivo?Concerteza!Os ditos filmes são aquelas caixas de reedições, mas com uma particularidade.Incluiam todos os filmes do periodo aureo de Bud Spencer e Terence Hill, os nossos italianos preferidos (eles e o Toto Squilacci!)."Foi-se o tesouro, ficou o amigo","Dois punhos contra rio", enfim todas aquelas malhas esquecidas pela Academia, mas não pelo povo.
Depois, fomos jantar, e fui transportado para um restaurante chinês ali para os lados da Praça de Espanha (Spain´s Plaza?), mas logo que entrei no dito local de repasto, encontrei logo diferenças em relação a todos os restaurantes chineses onde já havia disfrutado de uma refeição.Um certificado de qualidade, um Iso9000.Haviam lá chineses, sim senhor, mas estavam lá para jantar!Não eram os empregados, mas sim clientes, sim porque o empregado era brasileiro.Os pratos eram os normais, ligeiramente mais condimentados e em doses mais pequenas.O crepe era notoriamente mais pequeno, tendo eu sugerido que lhe mudassem o nome para o Mirradinho.As empregadas eram extremamente atenciosas e delicadas, a simpatia não era demasiada, pois estávamos na patria do sorriso amarelo, o original.Só o empregado brasileiro era suspeito, tipo sombrio, serial killer, mas não cheirava mal dos suvacos e era discreto.Eu é que fui demasiado observador!
Para terminar, os dois factores que te levarão a jantar comigo em breve.O café de marca MOKAY, de dupla interpretação e o maior certificado de qualidade do restaurante, o seu nome.........(rufos de bateria)......Restaurante Muito Bom!!!

P.S.- Se não se fizerem 700 milhões de kit´s de sócios corto o bigode!!

domingo, junho 12, 2005

13 de Junho - Homenagem ao Santo António



Se lhe tocarem na careca, cheira a manjerico...

segunda-feira, junho 06, 2005

Frases sábias de gente sábia

'Ós drógades, punhó-ós mazé todes na fêra a fazer churres'
Salgado, irmao do Salgado

Onde param as estrelas de outrora?

Eu tenho uma teoria válida sobre os Amish!Para mim os Amish não passam de actores do cinema mudo americano,e, que por escassearem as oportunidades de trabalho se reuniram sob a batuta de Marcel Marceau, renunciando ao mundo sonoro que está em voga.É claro que toda esta história foi descoberta pelo inspector Closeau, enquanto levava as garrafinhas ao Vidrão.
Mas isto perturba-me ainda mais, porque outros actores mudos, conseguiram vingar.Falo obviamente de Vin Diesel e do gajo que fez o Rambo.O Jackie Chan não conta porque, nos filmes chineses fala comó caralho!
Tou com uma dor de cabeça monstra, será uma pubalgia ou uma mialgia de esforço?

O Milagre de Trebinski – Uma lenda Amish

Pelo reputado antropólogo Prof. Dr. Faneca, do Instituto Faneca de Antropologia

A lenda: Uma voz despertou Joseph Trebinski, líder da Comunidade Amish de Slamwood, Ohio, e mandou-o ir ao estábulo, mugir a sua vaca e pintar as paredes exteriores de toda a comunidade com o leite que bolsava compulsivamente enquanto cantava ‘Twingle twingle little star’ em gargarejos. Joseph Trebinski pintou de leite 36 casas, a escola e 6 pessoas que lhe apareceram á frente. Isto tudo sem sequer ter vacas.

Explicação do Dr. Faneca: Esta lenda foi criada apenas para explicar por que razão os Amish não conseguem cantar o ‘Twingle twingle little star’. A Comunidade Amish justifica este facto como uma forma de celebrar o milagre de Trebinski, pois não querem assumir que se tirarem as barbas de dentro da boca cantam muito melhor. Até as mulheres. Para além disso, como todos sabem o estômago dos Amish apenas pode comportar cerca de 2 litros de leite de vaca fresco. Se Trebinski pintou, de facto 36 casas, a escola e 6 pessoas que lhe apareceram á frente, as casas tinham que ser muito pequeninas.

sábado, junho 04, 2005

Agencia Choneca de mudança de nomes

Acho que devíamos criar, caro Choco, uma agência de mudança de nomes. A idéia é simples e revolucionária: As pessoas iam lá insatisfeitas com o seu nome, nós tinhamos uma entrevista pessoal com elas, os nossos psicólogos (o Dr. Faneca e o Dr. Choco) traçavam o seu perfil e a nossa Comissao Profissional de Escolhas de Nome Apropriados (constituída pelos Directores Choco e Faneca) escolhiam o nome para a pessoa. O resultado sería 100% personalizado, de acordo com as características mais proeminentes da pessoa. Por exemplo havía pessoas que se chamaríam 'Grande Filho da Puta', 'Jantar Romântico a dois' ou apenas 'Zé'.

Acredita que construíamos um Mundo melhor...

Eu propunha falar com a Bianca Naír e mudar-lhe o nome para Transfiguraçao do Menino Jesus, por exemplo.

Frases sábias de gente sábia

'O quisto precisava era uma guerra, para haver uma fome, para ver sisto muda. Atao na era?'
Frequentador habitual do 'Café da Pistola', em discussao sobre política com os seus colegas.

Para acabar com o piaçaba

Nao percebo porque é que nao se caga directamente para dentro do ótoclismo. Já lá tá a água, aquilo misturava-se tudo e escorria directamente sem chatear ninguém. E a merda da gaiola de plástico do WC Pato nao entopia o buraco da sanita. Pronto, era preciso um escadotinho para subir até ao ótoclismo, mas aproveitava-se e trocava-se a lampada do tecto que está a parpadear e a fazer bzz.. bzz... bzz.

A sanita deve ter sido idéia daqueles gajos que se julgam mais espertos que os outros e como sao casmurros e devem ser filhos dalgum pai importante, fazem birra se nao se lhes fizer a vontade. Acredito que alguém lhes deve ter feito ver que o banquinho com o buraquinho para as pessoas cagarem ocupa muito espaço, precisa de mais nao sei quantos apetrechos para o serviço ir pelo buraco abaixo, que dá muito trabalho a limpar e tal, mas os canalhetes nem sequer se importaram, obstinados no seu 'na, na, na, tem que se ser assim e toda a gente deve usar'. E pronto, o menino da mama quis e toda a gente lhe fez a vontade, pronto, porque senao o rapazola nao comia o lanche.

Esta falta de sentido prático mete-me nojo. O pior é que depois há gajos que têm idéias realmente inovadoras e importantes, como ventoinhas para sovacos, enceradoras para carecas ou uvas sem graínhas e toda a gente se ri deles e nao lhes ligam nenhuma. Epá, nao é justo. Nao é. Eph!...

Autoclismo e os filhos da gorda

Eu amo autoclismos desde criança.São mecanismos que sempre me canalizaram para uma "release" orgásmica.Não te vens tu, porque acabaste de cagar, mas vêm-se o autoclismo sob ordens do chefe de estado-maior da Mêrdania...euzinho!Quanto ao Roca, acho que a primeira época foi muito melhor!
Quando me falas na vizinha gorda com todos aqueles adereços, tocas-me num ponto fraco.E não é o do fetiche por gordas!Eu conheço essa mulher que acabas de descrever.Juro!E também conheço os filhos, entre eles o mais celebrado, a Bianca Naír.
Devia haver uma lei em Portugal que proibisse as grávidas de ver as novelas da SIC.Já não basta a quantidade de estúpidos que cá vivem, ainda lhes têm de arranjar nomes de merda!E depois há défice....

Reflexoes de um agnóstico II

Se Deus nao existe, quem criou o Tetra Brik?

Reflexoes de um agnóstico

Se Deus existe, porque é que tenho que cortar as unhas?

Amo-te Roca

Nunca vos aconteceu ir a casa de um vizinho para ir buscar uma machinha de arroz porque repararam que a cabidela estava demasiado aguada e sentirem que o arroz de cabidela que o vosso vizinho também está a fazer tem um cheiro mais deliciosos que o vosso, mesmo que não seja arroz de cabidela, senão abrótea cozinha com couve?

Nem nunca vos aconteceu a mulher do vosso vizinho, gorda, flácida, cheia de estrias e filhos ramelosos, com verrugas com pelos no meio da bochecha rosada á bacorinho, o cabelo cheio de rolos e com o cigarro já com meio metro de cinza penderocado na canto da boca, parecer um hino á sensualidade feminina quando comparada com a vossa mulher que está gorda, flácida, cheia de estrias e filhos ramelosos, com verrugas com pelos no meio da bochecha rosada á bacorinho, o cabelo cheio de rolos e com o cigarro já com meio metro de cinza penderocado na canto da boca?

Ou estar uma gaja muita boa a lamber um gelado e voçês terem um desejo incontrolável de dar também uma lambidela no mesmo gelado, mesmo que não gostem de gajas nem de gelado?

Pois bem, essas sao sensaçoes que nunca tive! Embora reconheça a minha fragilidade com laivos pecaminosos por loiças sanitárias da Roca. No início só conseguía abraça-las carinhosamente, como amigos. Agora estou melhor porque já consigo cagar nelas. Até mesmo nas sanitas, embora aí tivesse começado há pouco e confesso que ainda nao me sinto muito á vontade...

quinta-feira, junho 02, 2005

Para meter num azulejo por cima do balcão da cozinha

Nestas histórias de merda
já dizia a minha mãe
que um peidinho com molhinho
nunca fez mal a ninguém

terça-feira, maio 31, 2005

Problemática de Merda

Enquanto não me passam os soluços, vou discutir a problemática da meteorologia da ida de um gajo à casa de banho:
-agora que cheguei aos 30, e que me tenho de levantar todos os dias para bulir, surge-me sempre a necessidade de arrear o calhau logo de manhãzinha.Nada de especial, um simples tulicreme, uns calamares e um molho de caril,tudo no turbo, embora às vezes seja um turbo tão devasso que a minha sanita pensa que sou o Jackson Pollock cá do bairro;
-ao fim de semana sou o cagador mais saudável do universo, sem horários, sem preocupações, com a revistinha, sempre a bombar tronco de natal, donut da Balada de Nova Iorque, enfim, fatinho de treino e AllStar do tempo do liceu;
-pior é quando como demasiado pão;pão com chouriço,pão de Cabeça,torradinhas,baguetes,hamburgas do Mac.Aí sou o maior fabricante de corda de atracar Titanics do universo, e até ofereço uma garantia de dois anos ou devolvemos o seu dinheiro.O problema aqui reside na saida do produto na fábrica, principalmente se tiver as sementinhas do pão da hamburga a arranhar-te o buraco do cu;
Podia continuar, mas vou pedir ao meu amigo Faneca que tem como fetiche, cagar em casa de toda a gente, para desenvolver a temática...

domingo, maio 29, 2005

O sorriso do Gioconda

Até podias meter nas tuas forças especiais o Fernando Tordo e o Carlos Mendes como Rádio Operadores, a Simone a fazer o rancho, a Lara Li como motorista das chaimites e o António Calvário como o rapazinho dos broches. A verdade é que a nossa representaçao europeia já chegou a um nível de pecado mortal que nem este grupo de elite de assassinos auditivos conseguia redimir.

Mantenho a minha teoria de que NÓS NAO QUEREMOS IR AO FESTIVAL DA CANÇAO! É verdade. Eu explico:

O Festival da cançao era uma instituiçao que prezava os valores da tradiçao e da família. Uma instuiçao erguida em pressupostos fiéis a uma cultura conservadora e moralista e mantida intacta nesse pilares pelo robustos braços de um Eládio Clímaco, de um Carlos Pinto Coelho, de um Joao David Nunes (outra personagem famosa de Kalin Sleew a.k.a. Badaró).

Acontece que nos idos de 1983, um mariola travesso, com ar de John Lennon travestido de Gioconda, entra com roupa de empregado de mesa, senta-se ao piano, canta a sua laracha e ganha o primeiro prémio, depois de ter cantado uma cançao de merda. E nao satisfeito por ter deixado toda a gente á beira de um ataque de bilis, o rapazola decide de levar a apresentadora para a casa, fazer-lhe uns ovitos com chouriço e casar-se com ela.

Este rapaz, o Gama, para além de ter insultado todo o País com a sua cara, embaraçou toda a instituiçao Eurovisioneira: Já é uma grande desfaçatez alguém chegar ali e casar com uma das meninas que deveríam manter os valores chave da identidade nacional, como a família, os costumes e o cabelo com permanente. Mas mête-la a cantar as suas músicas de merda?

Assim, a RTP ficou enxovalhada aos olhos europeus. A vergonha era tanta que decidiram abdicar da sua presença no Festival. Mas nao era possível desistir apenas. Aí a reputaçao sería duplamente desvastada: Teríam que arranjar forma de serem expulsos, para que ninguém tivesse a ousadia de voltar a repetir a insensatez do Gama. Para isso puseram-se a ter cançoes só com as letras da Rosa Lobato de Faria. Ainda nao resultou. E se depois de Tó Cruz e do Pedro Miguéis ainda nao fomos expulsos do Festival da Eurovisao da Cancao é porque a vingança da Europa das Cançoes serve-se gelada: Voçes continuam a participar sim, mas ficarao sempre atrás da Bosnia...

sábado, maio 28, 2005

Quando é que ganhamos um caralho dum Festival da Eurovisão?

Começa a ser massacrante!Não percebo!Mandamos os nossos melhores homens e mulheres à conquista da Europa da Música de Merda e voltamos sempre de mãos vazias.Mas afinal com quem é que a Dora tem de foder?Se o juri é assim tão exigente, fazemos um pacote e fazem-nos o favor de levar a Nucha e Armando Gama daqui pra fora.Adasse!!
As Doce é que não levam, não as dou!Fazem-me sempre lembrar o Dartacão misturado com o video do Taveira.
Também não levam o José Cid, porque é um estandarte da nação, um emblema, um símbolo.É o gajo que posou nu com o disco de ouro à frente da picha.Ganda Zarolho, tu ficas.Também não levam o Paião.Sim, eu sei que não há muito pra levar, mas o Barbas era bom e faz-me lembrar um Vlade Divac pequeno.Curto basket!
Estou a planear uma missão terrorista para chantagear o juri do Festival, usando como batedores a Ana Zanatti e o Eládio Climaco.Este esquadrão kamikaze vai ser constituido por 4 elementos:
1.Dina - o baixo centro de gravidade e o facto de ser fufa demosntram um grande capacidade de camuflagem e manobra;
2.Tonicha - a perita em artes marciais "ora zumba na caneca";
3.Manuela Bravo - a paraquedista "sobe, sobe, balão sobe";
4.Maria Guinot - a arma secreta, o melhor para o fim, se a agressão fisica não resultar, pomos esta a cantar o "Silêncio e tanta gente" e vencemos em 2006;
A apoiar esta investida temos os pelotões DaVinci (atiçar os feios, digo eu), o pessoal das obras (Nevada) e os Gemini, cumplices da Maria Guinot, pois basta-lhes cantar o "Dai Li Dou" e tá tudo fodido!
2006 é nosso, já o cheiro!!Peço desculpa, afinal era um peido da Sara Tavares!

sexta-feira, maio 27, 2005

A terra onde todas as mulheres são putas!!

Não meu amigo, não estou a falar do paraiso.Nem mesmo de um filme do Casino por volta de 1978.
Na terra onde todas as mulheres são putas:
1.não precisas de perguntar a ninguém na rua onde é;
2.qualquer porta serve desde que haja uma mulher dentro dessa casa;
3.atenção às casas; o preço das putas é tabelado segundo o IMI(antiga contribuição autárquica);
4.uma foda de uma hora num t5 com menos de um ano é praticamente o mesmo que numa vivenda, mas na vivenda há o agravamento da possibilidade da puta ser emigrante viver na casa que o pai construiu depois de voltar de uma comissão de 30 anos como taxista em Paris;
5.nos t-zero é rapidinha a despachar, mas com preço muito em conta;
6.não te esqueças dos óculos, não vás entrar num Lar;
7.para teu conforto, nas duas estradas de acesso à terra,existe uma cabine com terminal de pagamento automático onde poderás fazer pré-pagamento e aderir a um dos nossos pacotes promocionais (Avenida,Rua,Praceta,Beco...);
8.existe um nº limite de 200 visitantes por hora na nossa terra;
9.existem dois sistemas de auditoria e inspecção a decorrer todos os dias da semana, um para as putas(higiéne) e outro para as cobranças com um esquadrão de três chulos perturbados que derrtem os teus cornos à porrada se não pagares.
10.as senhoras tem o direito de declinar a pranchada sempre que entenderem (os maridos trabalham foram...mas voltam).
É uma terra fodida, mas é Verão o ano todo!

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